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Siringe por Thamires P.

Não há como ler a poesia de @pollyana.siringe e não sentir o impacto de suas palavras. Seus poemas trazem consigo a ancestralidade, a denúncia, a força, o enigma dos versos, o flerte, a ironia… Sua poesia é implacável, e eu sou muito grata por ter acesso à escritora e à escrita. O CLIPE Poesia me proporcionou experiências únicas, e ter podido conhecer uma poeta de potência como ela foi um dos grandes presentes que o curso me deu.
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Em relação ao seu livro de estreia, "Siringe", vencedor do Prêmio Maraã de Poesia 2020 e publicado pela @editorareformatorio, ele é muitíssimo especial. Polly tem uma escrita leve ao mesmo tempo que dura, difícil por nos colocar no lugar de reflexão e de busca por significados, já que sua escrita é polissêmica e nunca óbvia, o que é genial demais. Ela brinca com as letras e palavras de forma muito engenhosa e nos deixa sem palavras ao ver o trabalho que faz com seus versos.
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Ainda sobre a polissemia, acredito que um poema com múltiplos sentidos é um poema rico. As diferentes interpretações nos mostram como a palavra é plural e pode dizer muita coisa, e Polly diz infinitas coisas para nós em seu livro.
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Além de todas as coisas, Polly nos mostra como a nossa escrita negra feminina é complexa, afetuosa, inteligente e cara. Por fim, afirmo que sou grata por estar aqui, no mesmo tempo de Polly. Sou grata pela sua escrita. Continuemos a apreciar a escrita negra. Leiam Pollyana Sousa! 

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