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Siringe por Débora Dançado

Siringe, não sabia disso até pouco tempo, é o nome dado ao órgão vocal das aves. Não é de se estranhar, portanto, que Pollyana Sousa tenha escolhido exatamente esse título para sua obra: o livro "Siringe" tem ritmo tão forte que várias vezes tive que reler um poema em voz alta experimentando o ritmo.

Pollyana Sousa é poeta nascida em Feira de Santana, na Bahia, e sua potência poética atravessa seu primeiro livro inteiro. "Siringe" (2021, Editora Reformatório e Editora Cousa) é vencedor do Prêmio Maraã de Poesia 2020.

Os poemas do livro conversam diretamente com vozes importantes da literatura brasileira (incluindo Carolina Maria de Jesus e Tula Pilar), mas também abrem um caminho próprio, cheio de ritmo (vide o poema da última imagem do carrossel), com escolha de palavras que é das coisas mais bonitas.

O livro é dividido em quatro partes, cada uma com um nome de um pássaro, o que parece ditar o eixo temático dos poemas seguintes. Interessantíssima a escolha da poeta de deixar que os pássaros invadam o livro.

Este livro é, sem dúvida nenhuma, uma leitura indicadíssima para acabar o ano com poesia, para chamar o ano que vem com mais poesia ainda.

Resenha por @decancado

Livro: Siringe, 2021
Autora: Pollyana Sousa @pollyana.siringe
Editora: @editorareformatorio

#poesiabrasileira #pollyanasousa #mulheresqueescrevem

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